terça-feira, 18 de janeiro de 2011

PRESIDENCIAIS...

Pois é, elas andam aí!
Confesso que me sinto verdadeiramente desanimado.
Não escondo o meu gosto pela política, como deverão saber. Todavia, cada vez se torna mais claro para mim que jamais serei algo na política (porque, por um lado, penso pela minha acbeça e por outro não acredito mesmo neste sistema, nesta forma de fazer política, nesta classe que deveria ser Nobre e não o é).
Os portugueses estão fartos de políticos e com razão!
Mas os portugueses são, de facto, os responsáveis por este estado de coisas.
No próximo Domingo, o povo deveria dirigir-se em massa para as secções de voto e deveriam demonstrar através deste importante mecanismo o seu estado de indignação e revolta. Votem em Branco, mas votem. Falem cá fora, mas manifestem-se através do voto.
Esta campanha foi/tem sido particularmente pobre.
Vejo um Manuel Alegre desesperado, que em vez de se apresentar ao País como um valor acrescentado, passa o tempo a tentar mostrar as falhas, os defeitos e os aspectos negativos de Cavaco Silva. Dele pouco fala, do que pretende fazer pelo país, quase nada se ouve e quando fala de alguma matéria quase sempre essa acção não dependerá de si no futuro, mas sim do Governo.
Quem tem telhados de vidro não deve atirar pedras aos outros sob pena de ter levar, também, com uns "godos do rio", uns paralelos, uns calhaus e colher em dobro o que aos outros se deseja (o povo também não esquece quem ele é).
Fernando Nobre, figura que merece o respeito e admiração dos portugueses pelo seu percurso profissional e pela forma como se deu ao ser humano não é, de facto, um político e estas são eleições políticas. Pretende-se que o chefe de estado, o nosso Presidente, seja Político, não nos enganemos. A diplomacia faz-se através do diálogo e da Política. Quando representa a nação fá-lo politicamente. Não tentemos esconder isso. Se não se considera político, não se meta na política. Ou está enganado ou está a tentar enganar! Quer ser um político diferente? Ok, mas vai, então, ser isso mesmo... um político.... só que diferente!
Quanto a Defensor Moura e Francisco Lopes, penso o seguinte:
No primeiro caso, nem me aquece, nem me arrefece. É apenas, um ex autarca que por andar de candeias às avessas com a "família" pretende provocar algum ruído e demonstrar que está vivo, ou que pelo menos não está em coma "vegetativo".
No segundo caso, no caso do candidato do Partido Comunista, confesso que o PCP merecia um candidato diferente.
Tenho grandes amigos comunistas, com quem tenhos inumeras discussões políticas por termos ideias tão díspares sobre o nosso País e as nossas políticas. No entanto respeito muito o PCP e as suas ideologias. Creio é que até o Povo já se cansa da repetitiva cassete, que mais não faz do que criticar os outros, que mais não faz do que denegrir, que mais não faz do que falar dos assuntos de forma muito vaga, sem apresentar soluções viáveis, que sejam do entendimento de todos os portugueses e que sejam, acima de tudo, merecedoras do voto e da confiança do nosso povo. Se assim fosse, seriam sempre uma alternativa a ter em consideração e isso, nunca se verifica, eleição atrás de eleição. Espero ver um dia o Bernardino tomar as rédeas deste partido e sem descaracterizá-lo dar-lhe uma nova força, um novo elan (apesar de alguns sinais de pequeno burguês que já vai apresentando).
Depois o CC (o "Caso Coelho", não se enganem).
Esta é a consequência de não termos a candidato o Manuel João Vieira. Se MJV fosse candidato, Coelho passaria despercebido. A sua acção é ridícula e mesmo não discutindo a veracidade do que tanto apregoa, o homem está a candidatar-se a Chefe de Estado e não a comentador social ou a jogral.
Resta Cavaco Silva.
Fragilizado apenas porque é Presidente. Todos aqueles que se candidataram a um segunto mandato, acabaram sempre um pouco fragilizados. Apenas e só porque de facto forma Presidentes.
Cavaco Fez, actuou e é criticado por isso; dizem que foi um elo de instabilidade.
Cavaco não actuou e é novamente criticado; dizem que é o responsável por permitir que o governo actue a seu bel prazer.
Cavaco tem feito a sua campanha. E nela fala do País, fala do que fará, de que forma será diferente. Inumera com satisfação algumas das proezas cometidas e com seriedade algumas das decisões mais controversas que teve de tomar.
Os que o acusam de nada fazer para travar este governo, esquecem eles próprios, que à coisa de "um ano e pico", tiveram oportunidade de se manifestarem votando. E fizeram-no, votando novamente no PS e no Eng. Sócrates.
Eu voto Cavaco
Quanto a vocês não sei, nem tenho que saber. MAS VOTEM!
SE NÃO CONCORDAREM COM NADA DISTO VOTEM EM BRANCO, MAS VOTEM!
DEIXEM QUE UM PRÓXIMO PRÓS E CONTRAS SEJA SOBRE: "PORQUE É QUE OS PORTUGUESES VOTARAM DE FORMA TÃO EXPRESSIVA EM BRANCO?".

Ainda assim, quanto a mim, espero que o Cavaco Silva ganhe à primeira volta que os tempos são de crise e uma segunda volta vais significar mais custos, mais gastos, mais tempo perdido, provavelmente o mesmo resultado.

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